Pastel

Rua Cláudio Nunes 127

2021

Artist Bio Artist Shop

Throughout 2021 and 2022, the Underdogs Public Art Programme, which has been transforming public space in Lisbon since 2013 in partnership with the Galeria de Arte Urbana (GAU) and the Lisbon Municipality, is revealing a new format, where artists are invited to create work that raises awareness about climate change – arguably the most important challenge facing humanity in the 21st Century.

For this mural, Argentinian artist Pastel chose to focus on the loss of biodiversity and the inner workings of ecosystems, developing his approach through research that involves local botanical collections, including the Lisbon Botanical Garden and the Museum of Natural History and Science.

Titled “Lḗthē”, the mural’s composition presents a bouquet, where each species of flower is currently under threat of extinction in Portugal. By showing these flowers – namely the Globularia alypum, Liliim martagon, Spergularia tangerina and Xeranthemum inapertum – torn from the ground and faced with wilting and death, the artist is remarking on the inevitable demise of the natural world if nothing is done to preserve it.

"Within the articulation between nature and human development, points of inflection are created in which damage cannot be avoided. With the death and extinction of our emotional memory comes the degradation of the context in which we participate, where we have both forgotten and hidden ourselves."

– Pastel

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Francisco Diaz aka Pastel is an argentinian artist and architect who views his work in public spaces as a form of urban acupuncture – reviving the memory and identity of neglected areas and contradicting the forces of gentrification. Using flora as social symbolism, his works create a dialogue between human nature and our surrounding environments, underlining the poetic elements of existence, which seem to have been forgotten in our modern age.

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No decorrer de 2021 e 2022, o Programa de Arte Pública da Underdogs, uma iniciativa que tem transformado o espaço público de Lisboa em parceria com a Galeria de Arte Urbana (GAU) e a Câmara Municipal de Lisboa desde 2013, revela um novo formato, onde artistas são convidados a criar trabalho que chama a atenção para as alterações climáticas – indiscutivelmente um dos desafios mais importantes para a Humanidade no século XXI.

Para este mural, o artista argentino Pastel escolheu focar a questão da perda da biodiversidade e os mecanismos internos dos ecossistemas, desenvolvendo a sua abordagem através de um trabalho de pesquisa que envolve colecções botânicas locais, incluindo o Jardim Botânico de Lisboa e o Museu Nacional de História Natural e da Ciência.

Intitulado “Lḗthē”, a composição do mural apresenta um bouquet, em que cada espécie de flor encontra-se em risco de extinção em território português. Ao mostrar estas flores – nomeadamente a Coroa de Frade, Martagão, Perpétua dos Prados e Sapinho do Sotavento – arrancadas da terra, destinadas ao esmorecimento, o artista fala-nos sobre a inevitável degradação do mundo natural se nada fizermos para o preservar.

“Dentro da articulação entre a natureza e tudo que o ser humano desenvolve, criam-se pontos de inflexão onde o dano não se pode evitar. Com a morte e extinção da nossa memória emocional vem a degradação de todo o contexto em que participamos, onde nos esquecemos e ocultamos.”

– Pastel

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Francisco Diaz aka Pastel é um artista e arquitecto argentino que descreve o seu trabalho em espaços públicos como uma forma de acupunctura urbana – reavivando a memória e identidade de áreas negligenciadas e contradizendo as forças de gentrificação. Usando a flora como simbolismo social, o seu trabalho cria um diálogo entre a natureza humana e os seus meios envolventes, sublinhando os elementos poéticos da existência, que hoje em dia parecem ter sido esquecidos.


photo credits: Christcost.a